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Mochila Vermelha

Seg | 10.10.16

À la ducha nas Cataratas do Iguaçu

Este episódio passou-se algures entre a Argentina e o Brasil. Desta vez as protagonistas foram duas mochileiras, a Mochileira Si (eu) e a Mochileira Su, também conhecidas como as Super S.

 

Mais uma vez, o caminho não foi fácil. Para chegar à cidade de Puerto de Iguazú, as mochileiras tiveram que fazer uma viagem de autocarro de cerca de 16 horas. Infelizmente, os voos internos na Argentina são proibitivos (bastante caros). Por outro lado, as viagens de autocarro são bastante luxuosas, pois, estes são dotados de bancos reclináveis que fazem praticamente uma cama, podendo optar-se mesmo por camas (estes autocarros possuem dois andares, no de cima tem bancos normais, no de baixo localizam-se as camas), servem bebidas e refeições a bordo, têm WC, muito confortáveis mesmo. A parte má é mesmo o facto de serem tantas horas.

 

As mochileiras lá foram, felizes e contentes na sua viagem de 16 horas de Buenos Aires para Puerto de Iguazú. Graças ao trabalho da Mochileira Su e dos seus benditos pontos de fidelidade, puderam ficar no resort em pleno parque natural do Iguaçu, no lado argentino. Fiquem a saber qual clicando aqui. Por cada entrada no Parque paga-se uma taxa que dá direito à sua visita, quem fica no resort apenas necessita de pagar essa taxa uma vez (330 pesos argentinos).

 

No parque existem vários percursos que se podem fazer, um comboio ecológico que leva os visitantes da entrada do parque até ao local onde se iniciam os percursos superior e inferior. Recomendo que comecem pelo superior. Caso aconteça como às mochileiras, na noite em que chegaram houve uma forte trovoada, logo as quedas de água estavam muito fortes e o banho foi praticamente inevitável, e vá, fez parte da experiência!

 

As mochileiras passaram 2 noites no resort, desta forma, no dia seguinte acordaram bem cedo para se fazerem ao caminho. Foram pelos trilhos designados, apanharam o comboio ecológico e fizeram o percurso superior das cataratas. Na parte superior existe o percurso que permite a visualização da Garganta do Diabo (algumas vezes a parte final do percurso encontra-se encerrada devido ao caudal do rio, por motivos de segurança). Foi o que lhes aconteceu. Não deixou de ser menos impresssionante por isso. Esta tem 82 metros de altura, 150 metros de largura e 700 de comprimento, num formato de U. Marca ainda a fronteira entre a Argentina e o Brasil.

 

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Depois do percurso da Garganta do Diabo, fizeram o percurso superior, no qual se podem apreciar as várias quedas de água vistas de cima. Na sua totalidade, são 275 quedas de água que se localizam a 17 km da foz do rio Iguaçu, ou seja, antes de ele desaguar no rio Paraná.

 

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Após estas maravilhosas vistas, chegou a vez de percorrer o percurso inferior. Na opinião da Mochileira Si é o mais bonito e o que oferece mais adrenalina. Neste percurso as mochileiras puderam contemplar de perto os Saltos Dos Hermanas, Chico y Ramirez. O ponto alto do percurso vem logo de seguida, o Salto Bosseti. Cuidado com este menino! As mochileiras iam artilhadas até aos dentes com umas capas de plástico, que basicamente serviram para nada! A força da água no salto Bosseti era tal que a molha foi inevitável. Conselho das mochileiras, até são úteis para proteger um pouco a máquina fotográfica, mas vão-se molhar na mesma, logo, são dispensáveis!

 

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Até agora devem estar a pensar que foi tudo muito normal. Estão enganados. Algures entre os percursos superior e inferior a Mochileira Si conseguiu convencer a Mochileira Su a comprar uma experiência nas cataratas, que consistia num passeio de bote nas águas calmas do rio Iguaçu superior e um passeio de barco nas turbulentas águas do rio Iguaçu inferior. O passeio de bote foi muito calmo, oferecendo a possibilidade de ver as tartarugas e os crocodilos a apanhar sol, e ouvir a Mochileira Su a resmungar que era tudo culpa da Mochileira Si (caso fosse comida por um crocodilo ou o bote fosse arrastado Garganta do Diabo abaixo!). Já o passeio no rio Iguaçu inferior podia ser comparado a uma voltinha numa montanha russa, no qual berravamos a plenos pulmões sempre que o senhor gritava "à la ducha" e aproximava o barco da queda de água da Garganta do Diabo! Vêem os barquinhos da foto, que mais parecem umas casquinhas de noz? Pois foi isso mesmo, um misto de aterrador e espetacular. No fim, a Mochileira Su agradeceu à Mochileira Si por a ter praticamente obrigado a fazer aquela experiência!

 

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Após a visita ao parque natural do lado argentino, as mochileiras seguiram para a visita no parque natural do lado brasileiro. Este oferece na sua maioria vistas mais panorâmicas das cataratas, muitas também de tirar o fôlego. A cidade do lado brasileiro chama-se Foz do Iguaçu.

 

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As fotos não conseguem demonstrar a verdadeira beleza deste local. É algo que tem que ser visto mesmo a olho nú. Não é à toa que são património natural da humanidade e uma das sete maravilhas naturais do mundo.

 

Conselhos para os viajantes:

- Devem ter especial atenção ao passar a fronteira da Argentina para o Brasil (ou vice-versa), em especial se viajarem de autocarro. Certifiquem-se que o vosso passaporte é devidamente carimbado com o visto de saída num país e entrada no outro, ou podem vir a ter sérios problemas.

- Esta região tem um clima sub-tropical em que apesar de baixo existe o risco de contrair malária, pelo que se recomenda a toma de medicamentos anti-malária, o uso de repelente de insectos e roupa adequada. O melhor é fazer a consulta do viajante.

- Para mais informações visitem os websites dos parques. Argentina e Brasil.

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