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Mochila Vermelha

Qua | 15.02.17

"Estar aqui agora"

Ultimamente tenho estado a ver a série Spartacus, sim aquela com muito sangue, violência e cenas de sexo, e também cheia de intrigas, conspirações, amizade e amor. Tudo numa série! Tem basicamente os mesmos ingredientes de sucesso de "Game of Thrones". Estou a gostar muito da série, deixa-nos literalmente agarrados ao ecrã e muitas vezes surpresos com as tramas e intrigas. Confesso que os dois primeiros episódios não são brilhantes, em especial o primeiro, faz lembrar muito o grafismo do filme 300, mas acho que a partir daí só melhora.

 

Também será difícil ver todas as temporadas da série sem tomar conhecimento da tragédia que se abateu sobre o actor da personagem principal, ou seja, que fazia de Spartacus, Andy Whitfield. No final da primeira temporada durante exames médicos de rotina, foi-lhe diagnosticado linfoma não-Hodgkin em fase 1, com elevada probabilidade de cura. O próprio actor referiu que estava exausto após as gravações da primeira temporada e sentia uma dor que não melhorava. Face a esta situação, enquanto o Andy fazia o tratamento, decidiram fazer uma prequela da série, passada cinco anos antes da chegada de Spartacus à casa de Batiatus, para que ele pudesse retomar o papel na temporada 3.

 

Após os tratamentos iniciais foi considerado curado, mas quando se preparava para voltar às gravações, o cancro voltou de forma bem mais agressiva. Desta forma ele viu-se forçado a abdicar do papel e da série. Agora imaginem como deve ter sido difícil, depois de tanta luta e dedicação, quando finalmente a sua carreira estava em ascensão, aconteceu-lhe isto. Ele próprio insistiu para encontrarem outro actor e que continuassem com a série, ele teria que enfrentar o maior desafio da sua vida. 

 

Foi substituído por Liam McIntyre, que acaba por fazer um bom trabalho na série, mas na minha opinião não demonstra a mesma emoção, garra e expressividade que o Andy Whitfield (não é à toa que ele foi originalmente o escolhido para o papel).

 

Apenas 18 meses após o diagnóstico inicial, ele acabou por morrer em Setembro de 2011 com apenas 39 anos, deixando a esposa e dois filhos pequenos. Enquanto fazia os tratamentos decidiu convidar uma realizadora para fazer um documentário sobre a sua luta, com o objetivo de inspirar outras pessoas e motivar o estudo da doença, para que se possam salvar vidas. Acho que ninguém imaginou que ele não iria vencer a doença. No documentário ele refere que perguntou ao médico quais eram as causas da doença, tendo o médico respondido que não sabiam. Então foi esta a questão que sempre ficou na sua cabeça "como podem curar uma doença da qual desconhecem a causa?", tendo sido o que o motivou a fazer o documentário.

 

Estou aqui a falar disto porque não consigo ficar indiferente a esta história, até porque me toca profundamente, também eu já perdi vários familiares para o cancro, inclusivé o meu pai, também eu nunca pensei que ele não fosse superar a doença! 

 

Por tudo isto, decidi deixar aqui o meu tributo ao Andy Whitfield e a todos aqueles que apenas são conhecidos para nós (familiares, amigos, conhecidos,...), que de alguma forma passaram por algo semelhante.

 

O documentário, que ainda não tive oportunidade de ver (mas que quero ver assim que possível), chama-se "Be here now" e é tudo sobre o viver o dia de hoje e lutar com todas as forças, agradecendo por todos os dias que acordamos e vemos a luz do Sol, pois nem sempre isso é um dado adquirido.

 

Deixo aqui o trailer do documentário, que acho que vale muito a pena ver!

 

 

 

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