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Mochila Vermelha

Sab | 30.04.16

A cor do cabelo

Ora aqui está um tema sensível. A verdade é que nunca estamos contentes com o que a natureza nos deu. Se temos cabelos encaracolados queremos ter cabelos lisos, se temos cabelos lisos, queremos ter cabelos encaracolados. E em relação à cor de cabelo, quem não gosta de mudar de visual de vez em quando? Eu gosto.

 

Nunca fui de pintar constantemente o cabelo, mas sim, fi-lo algumas vezes. No entanto, logo no início o cabelo fica lindo, mas passado algum tempo, começam a notar-se as raízes, o cabelo fica seco, baço e quebradiço. Se há algo que não gosto é tocar no meu cabelo e sentir que não está macio.

 

Se antes pintava o cabelo porque me apetecia uma mudança, agora começo a ter o flagelo dos incómodos cabelos brancos! Ohhh como irritam! Ou seja, agora pintar o cabelo começa a ser uma necessidade.

 

Mas para mim, a saúde do meu cabelo e do meu corpo é mais importante. Então comecei a procurar nesse mar de informação que é a internet. Tinha que existir uma alternativa saudável e natural para pintar o cabelo. A verdade é que após todas as minhas pesquisas decidi banir por completo todos os produtos cosméticos e de higiene convencionais, o porquê e alternativas terá que ficar para outro post.

 

A verdade é que existe uma vasta gama de produtos à disposição consoante o nível de “naturalidade” pretendida, a maioria deles podem ser encontrados nas lojas de produtos naturais e orgânicos, ou lojas online. Por exemplo tintas que usam henna e outros tipos de plantas mas que ainda assim contêm produtos químicos.

 

Pois é, foi assim que conheci a henna. Trata-se de uma planta usada há mais de 6000 anos para pintar o cabelo, as unhas e para ornamentar a pele (exemplo das “tatuagens” indianas). O seu nome científico é Lawsonia inermis, é sempre bom saber porque muitas vezes existem produtos que dizem conter henna, mas depois têm outras misturas. A henna só tem uma cor, um castanho avermelhado, se forem confrontados com henna preta, neutra ou de qualquer outra cor, não é henna.

 

Depois de muito procurar e ler como se aplicava, decidi comprar e experimentar. A verdade é que se podem comprar várias plantas e fazer várias misturas até acharmos um tom que nos satisfaça. Eu comprei henna e índigo na primeira vez. O índigo tem um tom preto azulado e serve para acalmar o vermelho da henna, é excelente para obter lindos tons castanhos.

 

Estas plantas naturais têm algumas desvantagens:

  1. Não permitem clarear o cabelo;
  2. O resultado depende do tom natural de cabelo de cada pessoa;
  3. Dão mais trabalho a aplicar.

 

Mas para mim os benefícios são claramente superiores. Na primeira vez que usei, experimentei apenas henna. Nas últimas vezes tenho usado cássia (tons dourados) com um pouco de henna, desta forma não fico com o cabelo tão escuro nem tão vermelho.

 

Antes de usar é recomendável fazer testes com madeixas de cabelo, por exemplo com os cabelos que ficam na escova de pentear. Assim podem-se testar várias proporções de henna com índigo, ou henna com cássia.

 

A henna é sem dúvida a que consegue dar mais cor ao cabelo e disfarçar mais os cabelos brancos (estes vão ficar sempre mais claros, mas serão como madeixas naturais).

 

O preparado faz-se com sumo de limão ou de laranja misturado com água destilada. Deve-se ter em atenção a quantidade de sumo de limão para que não seja muito ácido e com isso possa irritar o couro cabeludo. Misturar a henna com o líquido, até ficar tipo iogurte e deixar pelo menos 12 horas a repousar para que o pigmento se liberte (normalmente deixando de noite, no outro dia de manhã pode-se colocar). Depois espalhar bem em todo o cabelo, com luvas, pois a henna irá pintar as mãos. Usar roupa velha, proteger a pele junto do couro cabeludo com creme para ser mais fácil limpar logo a seguir à aplicação.

 

A parte mais chata é mesmo esta, a henna tem que ficar muito tempo no cabelo. O mínimo serão 2 horas, mas se conseguirem pelo menos 3 será melhor. Há quem fique 4 horas. Bem tem que se colocar película aderente no cabelo, uma touca de plástico e uma toalha, para aquecer bem. E depois retirar….. passar água até deixar de sair cor, com bastante amaciador para ajudar a henna a sair. Ou então encher um pouco de água na banheira e mergulhar lá o cabelo, ajuda! Dá trabalho, sim, e faz sujeira! Mas para mim vale a pena.

 

Querem ver como ficou?

 

Antes da Henna

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 Depois da Henna

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Sex | 29.04.16

Peripécias de Mochila na Tailândia

Houve um dia que acordei e pensei, gostava de ir à Tailândia.... 

 

E assim foi. Eu e uma amiga lá fomos de mochila às costas. A minha Mochila Vermelha. 

 

O primeiro contacto com esta fantástica cultura foi em Banguecoque. A língua, o alfabeto diferente, a comida extremamente picante que nos faz chorar, o caos do trânsito e mesmo o emaranhado dos fios eléctricos deixam-nos estarrecidos. 

 

O itinerário foi bastante completo e compreendeu a visita a vários locais:

 

i) Ayutthaya - trata-se de uma cidade histórica fundada em 1350, inscrita na lista de património mundial da UNESCO. Existem muitos templos que podem ser visitados. Nós visitámos apenas alguns, isto porque conseguimos negociar um tuk-tuk para nos levar a vários, caso contrário, não teríamos conseguido ver tantos (Wat Phra Si Sanphet, Wat Phra Mahathat, Wat Suwan Dararam e Wat Lokaya Sutha). Pode-se viajar até lá facilmente, nós optámos pelo comboio. Embora todos os guias refiram que se deve optar por viajar em primeira classe, como não nos conseguíamos fazer compreender, lá nos deram bilhetes para o destino que queríamos e assim nos demos por contentes. Resumindo e concluindo: lá fomos em terceira classe e foi uma aventura. E adorámos, tanto, que repetimos!

 

 

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ii) Chiang Mai - cidade localizada no Norte do país, a partir daqui podem-se fazer vários passeios. Eu e a minha amiga fizemos rafting em jangadas, andámos de elefante e visitámos o Tiger Kingdom. Na cidade podem-se visitar vários templos e ainda conhecer o famoso mercado de Chiang Mai. Também travámos amizades com pessoas muito simpáticos e tivémos algumas experiências caricatas. Andar de Tuk-tuk pode ser arrepiante e deixar-nos de cabelo em pé, três pessoas numa scooter também é interessante, no entanto a lotação normal desse tipo de veículo serão quatro pessoas!

 

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iii) Ko Lanta - por decisão nossa decidimos evitar Phuket, onde apenas passámos pelo aeroporto e depois de carro em direção à ilha de Ko Lanta, que é acessível via ferry boat, localizada no Mar de Andaman. Aqui pudemos descansar, aproveitar a praia e usufruir da tranquilidade. É possível fazer viagens a partir da ilha como por exemplo às famosas ilhas Phi Phi. Mais uma vez seguimos o conselho dos tailandeses e decidimos evitar os locais muito turísticos e sobrelotados e optámos por visitar Ko Rok, uma pequena ilha de águas cristalinas de cor turquesa. No entanto tenham atenção pois tem Dragões de Komodo por lá a passear!

 

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iv) Ko Pha-Ngan – ilha localizada no Golfo da Tailândia. Para lá chegar tivemos que ir para Krabi e de lá viajar de autocarro para Surat Thani, onde teríamos ainda que realizar uma viagem de ferry boat até à ilha. E todo este trabalho porque ouvimos falar numa tal “Full Moon Party” que por acaso calhou mesmo durante o período da viagem. Esta monumental festa acontece na praia de Hat Rin. Só vos digo uma coisa, valeu a pena! A ilha tem uma beleza incrível e vale a pena explorar. Também é possível fazer vários passeios a partir da ilha. Nós optámos por visitar o Parque Nacional Marino de Ang Thong.

 

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v) Banguecoque – regresso a Banguecoque num rápido vôo doméstico a partir do aeroporto de Surat Thani. Nesta bela e confusa cidade aproveitámos para fazer um cruzeiro no rio e visitar o templo Wat Pho, infelizmente o palácio real estava fechado e não pudemos visitar. Indispensável é também uma visita à famosa Khao San Road.

 

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 E assim terminou uma excelente viagem.

 

Qui | 28.04.16

O que fazer com chuchus?

Confesso que algumas vezes esse legume vem parar cá a casa, graças à generosidade da minha mãe, que os cultiva com muito carinho na sua horta.

 

Confesso ainda que não é algo que me faça suspirar com saudades de comer.

 

Mas, como adoro cozinhar e especialmente improvisar, aqui fica a minha sugestão,  simples, rápida e saborosa!

 

Vamos lá?

 

O primeiro passo consiste em preparar os chuchus, retirar a casca, lavar e laminar, quanto mais fininho se cortar mais saborosos vão ficar.

 

De seguida é necessário temperar, um pouco de sal marinho ou flor de sal, orégãos, alecrim e se for do vosso agrado, pimenta e noz moscada a gosto.

 

Para a confecção do prato é necessário uma frigideira antiaderente, azeite e alguns dentes de alho. Para dar mais sabor, pode-se usar o dente de alho inteiro com casca, tentando apenas esmagá-lo um pouco. Uma vez que o azeite esteja quente podem-se colocar os chuchus na frigideira e deixá-los cozinhar até ficarem translúcidos e dourados. Convém ir mexendo e virando para que não se queimem apenas de um lado. Para aqueles mais aventureiros e corajosos aconselho a colocar uma malagueta.

 

Bom proveito!

 

  

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