Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Mochila Vermelha

Qui | 27.10.16

Chips de batata doce

Eu confesso que sou fã de batata doce. Para mim serve para tudo, como acompanhamento ou como sobremesa. Uma bela batata doce assada no forno faz as delícias cá em casa.

 

A batata doce tem inúmeros benefícios, é rica em fibras, é uma excelente fonte de ferro, vitaminas A, B6, C e E, potássio e tem baixo teor glicémico. Desta forma, contribui para controlar a diabetes, é uma base para dietas de emagrecimento por possuir muitas fibras e ser uma boa forma de controlo do apetite, fortalece o sistema imunológico e tem ação anti-inflamatória, entre outros.

 

Recentemente, experimentei a fazer chips de batata doce. Uma delícia!

 

Ingredientes:

- Batata doce

- Uma pitada de sal marinho

- Azeite

- Alecrim, dentes de alho, uma folha de louro

 

Preparação:

Cortar as batatas em rodelas finas. Numa frigideira colocar um pouco de azeite, apenas a tapar o fundo, colocar os dentes de alho inteiros ligeiramente amassados, uma pitada de sal e a folha de louro. Quando estiver bem quente colocar as batatas e o alecrim. Deixar alourar de um lado e depois virar as batatas. Podem deixar alourar mais ou menos consoante o gosto. Quando cortadas bem fininhas ficam logo estaladiças!

 

Bom apetite!

 

IMG_20161001_210750382.jpg

 

Seg | 24.10.16

Bodas de Papel

Dizem os entendidos que quando se faz um ano de casados se festejam as Bodas de Papel!

 

Ora hoje é mesmo esse dia! Faz hoje um ano que eu e o Mochileiro demos o nó!  E não, não fomos de mochila às costas! Pelo menos não no casamento, que até foi muito tradicional. Já a lua de mel, essa sim, foi de mochila às costas!

 

Parabéns a nós e a todos os casais que celebram as Bodas de Papel! E também àqueles que permanecem casados e felizes!

 

Não sabemos ainda o que faremos para celebrar, queremos iniciar uma tradição com algo que não seja as típicas prendas. E por aí, como celebram os aniversários de casamento e/ou namoro?

 

IMG_0051.jpg

 

Sex | 21.10.16

A diferença entre uma courgette e um pepino

Pode parecer um título estranho mas o mochileiro meu marido parece ter alguma dificuldade em perceber a diferença entre ambos. 

 

Já não é a primeira vez que ele ofende um pepino a chamar-lhe courgette. Uma vez, pedi-lhe para comprar courgettes e apareceu-me com pepinos. E mais recentemente, estava ele a preparar o jantar (sim, tenho a sorte de ter um marido assim fantástico, mas mesmo assim, vai-me puxar as orelhas quando ler isto!) quando me pergunta:

 

- Estas courgettes estão boas?

 

E eu pensei cá para comigo "quais courgettes?", pelo que decidi ir à cozinha investigar. Ou seja, os pepinos já estavam cortados aos quadrados. Ele lá achou que as courgettes estavam estranhas, por isso perguntou. Eu respondi da seguinte forma:

 

- As courgettes, não sei, mas esses pepinos estão bons!

 

E escangalhei-me a rir!

 

Bem, vamos lá então perceber as diferenças. Pode sempre ajudar os(as) mais distraídos(as).

 

1. Formato - este poderá ser o facto que levanta mais dúvidas, pois tanto as courgettes como os pepinos têm praticamente o mesmo formato, no entanto existem uns com uns formatos mais alongados. Também existem as courgettes redondas.

2. Textura - a maioria dos pepinos costuma ter uma pele mais rugosa, alguns até têm picos. Já a textura das courgettes é bastante macia.

3. Côr - Os pepinos são mais verdes normalmente com a côr mais uniforme, embora possam ser raiaidos verticalmente com traços mais brancos. As courgettes costumam ter pintinhas brancas na casca.

4. Interior - quando cortamos os pepinos, as sementes são alongadas e estão envoltas numa polpa com aspeto gelatinoso e semi-transparente. Já as sementes das courgettes só aparecem quando já estão muito maduras e são achatadas.

5. Cheiro - o pepino cheira bastante a pepino quando se corta.

 

E mais poderia ser dito, mas no essencial julgo que já deve ajudar.

pepino-courgette2.jpg

 

 

Qui | 20.10.16

Como ir de férias e apanhar um tufão

 

tuf.jpg

 

Imagem daqui.

 

É muito simples, aqui fica a receita em 5 passos:

 

1. Escolher um destino propenso à ocorrência desses fenómenos da natureza;

2. Pesquisar qual a melhor altura do ano para visitar esse local;

3. Ignorar completamente as recomendações relativas à melhor altura para visitar;

4. Fazer a reserva da viagem exactamente na altura com maior probabilidade de ocorrência de tufões;

5. Viajar e acreditar que a nós não nos acontece.

 

Et violá, a receita é infalível!

 

Nas cenas do próximo capítulo vou contar-vos como os mochileiros se viram enredados no meio de um tufão.

 

 

Seg | 17.10.16

Era uma vez uma vila alentejana

Era uma vez uma vila alentejana à beira-mar plantada e um monte alentejano que lá perto morava. Os dois conheceram-se, enamoraram-se e agora protagonizam um casamento perfeito. Ela chama-se Zambujeira do Mar e ele Monte das Alpenduradas.

 

Ela possui lindas casas brancas com ornamentos azuis, uma praia rodeada por falésias, um mar propício à prática de surf e bodyboard, gentes simpáticas, excelente gastronomia alentejana, percursos pedestres e a rota vicentina, entre outros tantos atributos.

 

IMG_20161008_111906769.jpg

 

 

IMG_20161008_112859246.jpg

 

IMG_20161008_111739690.jpg

 

Ele é sereno, calmo e hospitaleiro. Tem todas as comodidades necessárias para passar umas férias relaxadas e desfrutar da natureza e das paisagens alentejanas. Que bem que sabe ser recebido com deliciosas compotas produzidas no monte e ao acordar ser brindado com um pão alentejano ainda quentinho (este vindo de uma padaria local que apostou no pão alentejano numa versão com farinha integral).

 

O Monte das Alpenduradas tem 6 apartamentos com capacidade para quatro pessoas e 4 quartos duplos. Tem piscina exterior e interior, bicicletas e muitos outros serviços, ficando apenas a 2 km da Zambujeira do Mar.

 

IMG_20161017_204018.jpg

 

IMG_20161017_204237.jpg

 

IMG_20161008_133047751.jpg

 

Nesta zona podem visitar várias praias, têm cerca de 400 km de percursos pedestres, incluindo muitos de trajeto circular, mas não deixem de passar pelo Cabo Sardão.

 

IMG_20161008_153846851.jpg

 

E a vila e o monte viveram felizes para sempre!

 

Se estão a pensar numas férias, o Alentejo é sempre uma boa opção mesmo já não sendo verão, aproveitem para conhecer o Monte das Alpenduradas. Para mais informações aceder aqui.

 

Qua | 12.10.16

Dedicado às primeiras chuvas de Outono

IMG_20160924_141529417.jpg

 

Transfiguração

 

A chuva bate na vidraça

Transfigura-se,

E corre pelo meu rosto 

Em forma de lágrimas.

O céu funde-se com os meus olhos,

E as lágrimas que agora são chuva

Caiem tristemente no chão!

E a terra sedenta de água,

É o meu coração em busca de amor.

E o sol encoberto nas nuvens,

É o meu sorriso na fachada triste do meu rosto.

O vento que agita a vegetação,

Gela-me até aos ossos

E, no entanto, todo o meu corpo ferve

Sempre que te vejo!

E a minha ânsia mistura-se na tua frieza

Como um bailado do sol e da neve!

 

P.S. Trata-se da última inscrição no meu caderno de poemas, não tem datas, mas julgo que deve ser de 1998 ou 1999.

Ter | 11.10.16

Reflexão do dia

Quando se vive na era digital como fazemos quando não temos internet?

 

Hoje no trabalho, não se sabe por que carga de água a internet deixou de funcionar! Pânico!!!! De repente senti-me à margem do Mundo e completamente incapacitada de realizar as minhas tarefas. Não podia ler os emails nem responder, era impossível aceder aos documentos que partilhamos em rede e não conseguia fazer o trabalho de pesquisa que neste momento me encontro a fazer. 

 

Senti-me como se tivessem arrancado uma parte de mim. E vocês já pensaram nisto?  Se não houver mais Google para responder às nossas dúvidas? Se acontecer um "netapocalipse" ou "netagedom", que faremos? 

net.jpg

 

Seg | 10.10.16

À la ducha nas Cataratas do Iguaçu

Este episódio passou-se algures entre a Argentina e o Brasil. Desta vez as protagonistas foram duas mochileiras, a Mochileira Si (eu) e a Mochileira Su, também conhecidas como as Super S.

 

Mais uma vez, o caminho não foi fácil. Para chegar à cidade de Puerto de Iguazú, as mochileiras tiveram que fazer uma viagem de autocarro de cerca de 16 horas. Infelizmente, os voos internos na Argentina são proibitivos (bastante caros). Por outro lado, as viagens de autocarro são bastante luxuosas, pois, estes são dotados de bancos reclináveis que fazem praticamente uma cama, podendo optar-se mesmo por camas (estes autocarros possuem dois andares, no de cima tem bancos normais, no de baixo localizam-se as camas), servem bebidas e refeições a bordo, têm WC, muito confortáveis mesmo. A parte má é mesmo o facto de serem tantas horas.

 

As mochileiras lá foram, felizes e contentes na sua viagem de 16 horas de Buenos Aires para Puerto de Iguazú. Graças ao trabalho da Mochileira Su e dos seus benditos pontos de fidelidade, puderam ficar no resort em pleno parque natural do Iguaçu, no lado argentino. Fiquem a saber qual clicando aqui. Por cada entrada no Parque paga-se uma taxa que dá direito à sua visita, quem fica no resort apenas necessita de pagar essa taxa uma vez (330 pesos argentinos).

 

No parque existem vários percursos que se podem fazer, um comboio ecológico que leva os visitantes da entrada do parque até ao local onde se iniciam os percursos superior e inferior. Recomendo que comecem pelo superior. Caso aconteça como às mochileiras, na noite em que chegaram houve uma forte trovoada, logo as quedas de água estavam muito fortes e o banho foi praticamente inevitável, e vá, fez parte da experiência!

 

As mochileiras passaram 2 noites no resort, desta forma, no dia seguinte acordaram bem cedo para se fazerem ao caminho. Foram pelos trilhos designados, apanharam o comboio ecológico e fizeram o percurso superior das cataratas. Na parte superior existe o percurso que permite a visualização da Garganta do Diabo (algumas vezes a parte final do percurso encontra-se encerrada devido ao caudal do rio, por motivos de segurança). Foi o que lhes aconteceu. Não deixou de ser menos impresssionante por isso. Esta tem 82 metros de altura, 150 metros de largura e 700 de comprimento, num formato de U. Marca ainda a fronteira entre a Argentina e o Brasil.

 

100_7475-gd.jpg

 

Depois do percurso da Garganta do Diabo, fizeram o percurso superior, no qual se podem apreciar as várias quedas de água vistas de cima. Na sua totalidade, são 275 quedas de água que se localizam a 17 km da foz do rio Iguaçu, ou seja, antes de ele desaguar no rio Paraná.

 

100_7512-vs.jpg

 

Após estas maravilhosas vistas, chegou a vez de percorrer o percurso inferior. Na opinião da Mochileira Si é o mais bonito e o que oferece mais adrenalina. Neste percurso as mochileiras puderam contemplar de perto os Saltos Dos Hermanas, Chico y Ramirez. O ponto alto do percurso vem logo de seguida, o Salto Bosseti. Cuidado com este menino! As mochileiras iam artilhadas até aos dentes com umas capas de plástico, que basicamente serviram para nada! A força da água no salto Bosseti era tal que a molha foi inevitável. Conselho das mochileiras, até são úteis para proteger um pouco a máquina fotográfica, mas vão-se molhar na mesma, logo, são dispensáveis!

 

100_7563-vi.jpg

 

100_7565-bosseti.jpg

 

100_7577-bosseti2.jpg

 

Até agora devem estar a pensar que foi tudo muito normal. Estão enganados. Algures entre os percursos superior e inferior a Mochileira Si conseguiu convencer a Mochileira Su a comprar uma experiência nas cataratas, que consistia num passeio de bote nas águas calmas do rio Iguaçu superior e um passeio de barco nas turbulentas águas do rio Iguaçu inferior. O passeio de bote foi muito calmo, oferecendo a possibilidade de ver as tartarugas e os crocodilos a apanhar sol, e ouvir a Mochileira Su a resmungar que era tudo culpa da Mochileira Si (caso fosse comida por um crocodilo ou o bote fosse arrastado Garganta do Diabo abaixo!). Já o passeio no rio Iguaçu inferior podia ser comparado a uma voltinha numa montanha russa, no qual berravamos a plenos pulmões sempre que o senhor gritava "à la ducha" e aproximava o barco da queda de água da Garganta do Diabo! Vêem os barquinhos da foto, que mais parecem umas casquinhas de noz? Pois foi isso mesmo, um misto de aterrador e espetacular. No fim, a Mochileira Su agradeceu à Mochileira Si por a ter praticamente obrigado a fazer aquela experiência!

 

100_7554-barco.jpg

 

Após a visita ao parque natural do lado argentino, as mochileiras seguiram para a visita no parque natural do lado brasileiro. Este oferece na sua maioria vistas mais panorâmicas das cataratas, muitas também de tirar o fôlego. A cidade do lado brasileiro chama-se Foz do Iguaçu.

 

100_7582.jpg

  

100_7626-brasil.jpg

 

100_7603-bz-ai.jpg

 

As fotos não conseguem demonstrar a verdadeira beleza deste local. É algo que tem que ser visto mesmo a olho nú. Não é à toa que são património natural da humanidade e uma das sete maravilhas naturais do mundo.

 

Conselhos para os viajantes:

- Devem ter especial atenção ao passar a fronteira da Argentina para o Brasil (ou vice-versa), em especial se viajarem de autocarro. Certifiquem-se que o vosso passaporte é devidamente carimbado com o visto de saída num país e entrada no outro, ou podem vir a ter sérios problemas.

- Esta região tem um clima sub-tropical em que apesar de baixo existe o risco de contrair malária, pelo que se recomenda a toma de medicamentos anti-malária, o uso de repelente de insectos e roupa adequada. O melhor é fazer a consulta do viajante.

- Para mais informações visitem os websites dos parques. Argentina e Brasil.

Qui | 06.10.16

I don't do mornings

Recentemente ia eu no meu mundo com os meus pensamentos, quando de repente a vi. Ela, uma simples t-shirt preta com umas inscrições, era a minha cara chapada. E não é que retrata o meu dilema diário!

 

Desde que me lembro que sou assim, não sou uma pessoa matinal, daquelas que saltam da cama cheias de energia. Pelo contrário, o ato de sair da cama é para mim doloroso e penoso. Todos os dias a mesma provação, levantar, tomar pequeno-almoço, arranjar e ir para o trabalho. Agora acordar já é outra conversa. Isso só lá para as 11 da manhã!

 

E se estão a pensar que sou daquelas que funciona durante a noite ou consegue fazer noitadas a trabalhar, nada disso! Lá para a meia noite o meu cérebro faz um encerrar automático.

 

Lembro-me de ter lido algures um artigo sobre isto dos biorritmos. Somos todos diferentes, algumas pessoas funcionam melhor de manhã, outras de tarde, outras à noite, logo, os horários de trabalho deveriam ser adaptados ao nosso ritmo biológico. Concordo. Julgo que dizia também que há medida que envelhecemos vamos necessitando de menos horas de sono. Espero bem que assim seja!

 

Agora imaginem o horror que era o meu antigo trabalho, em que começava todos os dias às 8 da manhã! Até começo a hiperventilar só de pensar!

 

IMG_20161006_133309576.jpg

 

PS: desculpem a qualidade da foto, mas tentem fotografar uma t-shirt estendida na cama, com um gato ao lado a pedir mimo! Acabo também de verificar que tenho que fazer a manicure ao gato, as unhas já cresceram imenso! Ah e acabei por adquirir a dita t-shirt....

Ter | 04.10.16

Outubro: mês amado e temido

O mês de outubro sempre me trouxe um misto de sentimentos, não por si só mas pelo que representa.

 

Os primeiros pensamentos que me ocorrem são relacionados com a família. A minha mãe e a minha irmã fazem anos neste mês. Mais recentemente (quase, quase a fazer um ano) foi o mês do meu casamento, um acontecimento também ele relacionado com a família e com o amor. É também um período de tempo que ocorrem os aniversários de alguns bons amigos. Por tudo isto, simpatizo bastante com este mês.

 

Depois há o sentimento de nostalgia, pelo verão que se despede, as árvores que começam a perder as folhas, o calor que se vai desvanecendo, os dias que vão encolhendo, as roupas e calçado fresco que temos que arrumar. É ainda tempo de vindimas, as azeitonas estão quase boas para apanhar, começam a aparecer as castanhas assadas. Não são coisas más, apenas indicam que o calor já passou e que agora, verão só para o ano (a não ser o de São Martinho lá para novembro).

 

Outubro mês temido porque assim que terminar, mudaremos o nosso relógio para o horário de inverno, o que signigica dias curtos e frios. Se há coisa que detesto é mesmo o frio e os dias curtos. É tão triste sair do trabalho e estar já noite cerrada, parece que perdemos aquela energia e alegria características do verão. Nos dias longos, tenho a sensação (e vontade) de fazer ainda mil e uma coisas antes de ir para casa, como fazer as compras para o jantar, exercício, sei lá, simplesmente estar na rua e desfrutar do resto do dia. Já no inverno, assim que o sol se põe vem aquele frio que gela os ossos e só dá vontade de ir para perto da lareira e para debaixo das mantas. Também detesto vestir muita roupa, pelo que às vezes acabo por passar frio. Tudo bem, muitos poderão pensar, mas em Portugal não faz assim tanto frio! É verdade, existem locais muito mais frios, mas na verdade têm edifícios muito melhor adaptados aos rigores do clima do que os nossos. No fundo, passamos mais frio aqui em Portugal, dentro de casa ou no trabalho, do que em Londres ou em Berlim, por exemplo.

 

E é isto. Até gosto do mês de outubro. Não gosto é do que vem a seguir!

 

Em uma Tarde de Outono


Outono. Em frente ao mar. Escancaro as janelas
Sobre o jardim calado, e as águas miro, absorto.
Outono... Rodopiando, as folhas amarelas
Rolam, caem. Viuvez, velhice, desconforto...

 

Por que, belo navio, ao clarão das estrelas,
Visitaste este mar inabitado e morto,
Se logo, ao vir do vento, abriste ao vento as velas,
Se logo, ao vir da luz, abandonaste o porto?

 

A água cantou. Rodeava, aos beijos, os teus flancos
A espuma, desmanchada em riso e flocos brancos...
Mas chegaste com a noite, e fugiste com o sol!

 

E eu olho o céu deserto, e vejo o oceano triste,
E contemplo o lugar por onde te sumiste,
Banhado no clarão nascente do arrebol...

 

Olavo Bilac, in "Poesias"