Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Mochila Vermelha

Seg | 05.12.16

Nova rubrica de sabores

Uma das melhores coisas da vida é sem dúvida comer. Adoro comer e cozinhar também. Gosto muito de apreciar restaurantes onde se come bem. Logo, decidi partilhar convosco os meus restaurantes favoritos. Assim, quando eventualmente passarem por estes locais poderão também fazer uma visita e apreciar as especialidades. 

 

Sou um bom garfo, pelo que sou uma apreciadora de sabores, aquilo que mais gosto num restaurante é mesmo a comida e a simpatia do pessoal. Se a comida for boa e se formos bem atendidos, então o local torna-se acolhedor e concerteza voltaremos várias vezes.

 

Desta forma decidi criar uma nova rúbrica no meu blogue dedicada à boa comida e à culinária. Chama-se Mochilin. 

Sex | 02.12.16

Ishigakijima

Jima é a palavra japonesa para ilha, ou seja, o post é sobre a ilha de Ishigaki (e também sobre o Tufão Malakas....).

 

Este episódio é uma continuação deste post.

 

Os Mochileiros foram recentemente (salvo seja....) de lua de mel. O destino escolhido foi o Japão. Quando os Mochileiros estavam a desenhar o roteiro e a decidir que lugares visitar, saltaram-lhes à vista as ilhas da prefeitura de Okinawa. Como tudo na vida, uma verdadeira lua-de mel deveria conter um local paradisíaco. Pelo que decidiram visitar a ilha de Ishigaki, que com outras ilhas de menor dimensão compõem o arquipélago de Yaeyama.

 

Após duas noites em Tokyo, os Mochileiros rumaram ao aeroporto de Haneda (Tóquio) para uma viagem de avião até à ilha de Ishigaki. E que linda viagem que foi, algures pelo caminho começaram-se a vislumbrar as várias ilhas rodeadas por águas azul turquesa.

 

caminho.jpg

  

E chegaram ao destino. E não desiludiu. 

 

Os Mochileiros lá foram desbravar essas ilhas do horizonte longínquo. A partir de Ishigaki é possível viajar de ferry boat para as restantes ilhas do arquipélago. A escolha incidiu na Ilha de Taketomi, por ser pequenina possibilitava que se conhecesse toda a ilha a pé ou de bicicleta.

 

Em Taketomi, os Mochileiros aperceberam-se da instabilidade do tempo. Muito calor, muita humidade, e de vez em quando fortes chuvadas. Taketomi é famosa pela sua comunidade que conserva as tradições do povo Ryukyu - as ilhas que hoje pertencem ao Japão (Osumi, Tokara, Amami, Okinawa, Miyako e Yaeyama) outrora fizeram parte do Reino de Ryukyu desde o século XV ao XIX. O transporte mais caricato nesta ilha compreende o recurso aos búfalos de água e de carroças especificamente adaptadas ao transporte de pessoas.

 

Os Mochileiros decidiram percorrer os trilhos a pé e visitar a famosa praia (Kondoi) que estava com maré baixa o que impossibilitava os mergulhos (felizmente!!!), pois tinha que se andar, e andar, e andar, e andar até que a água fosse um pouco mais profunda. O facto de as redes não estarem colocadas também preocupou os Mochileiros, pois aquelas águas super quentes por sinal (esqueçam o Mediterrâneo, as águas do Brasil ou da Tailândia, estas águas são mesmo quentes) mas com bicharada letal que é obra, deixa qualquer um apreensivo em colocar lá os pés. Claro que a Mochileira descalçou-se e pimbas, já o Mochileiro só depois de muito o tentar convencer lá colocou os pés dentro de água. Nestes passeios, de vez em quando ouviam-se comunicados nos altifalantes, como era em japonês e os Mochileiros nada percebiam, não fizeram caso.

 

Taketomi.jpg

 

Taketomi2.jpg

 

kondoi.jpg

 

kondoi2.jpg

 

Bem, no dia seguinte foram explorar a ilha de Ishigaki, compraram o passe de autocarro e foram visitar Cabira Bay (um dos cenários mais bonitos da ilha), a praia de Sukuji e, por fim, a praia de Fusaki. Todas muito bonitas, mas mais uma vez estranharam que as redes não estivessem colocadas e também o facto de haver poucas pessoas na praia. O cenário mais estranho foi mesmo na praia de Fusaki, sem pessoas, as madeiras do pontão tinham sido retiradas, e redes para nadar nem vê-las. Andavam os Mochileiros felizes da vida a tirar umas fotografias e tal quando começa a chover a potes. Tiveram que entrar para dentro de um resort para se abrigar e quando melhorou decidiram terminar o passeio, pois, apesar de estar quente estavam encharcados.

 

cana-acucar.jpg

  

Sukuji.jpg

 

Kabira-Bay.jpg

 

 

Fusaki.jpg

 

Durante a estadia, foram a alguns restaurantes em que lhes perguntavam de onde eram. Os Mochileiros respondiam "Portugal" e os japoneses "Ahhh Ronaldo, Ronaldo!". Num dos restaurantes veio à baila quando iam embora da ilha, à qual o chef disse "vem aí o tufão". Mas os Mochileiros, sempre naquela que não devia ser nada!!!

 

Bem, no caminho da praia para a pensão, iam vendo as pessoas a prender tudo, proteger janelas, varandas, mas na sua ingenuidade julgavam estar tudo bem.

 

Até que chegaram à pensão e receberam o email que dizia que o vôo para Fukuoka tinha sido cancelado e que o aeroporto estaria encerrado no dia seguinte.

 

Bem, a Mochileira em pânico dizia para o Mochileiro que iam ficar presos para sempre na ilha.... Após o terror inicial, e como tinham ainda o passe, foram até ao aeroporto e remarcaram o vôo para o dia seguinte ao que era suposto voarem. Passaram no supermercado e abasteceram-se de comida para o dia seguinte, pois, provavelmente não seria boa ideia ir às compras em pleno tufão. Passaram o seguinte dia na pensão até que a chuva e os ventos acalmaram. Também chegaram à conclusão, que as mensagens no altifalante deviam estar a alertar para a aproximação do tufão....

 

Moral da história: tiveram que alterar um pouco os planos, pois já não puderam ficar a noite planeada em Fukuoka, também foi um dia perdido na ilha, mas pelo menos nessa noite ainda foram comer o bife típico de Ishigaki em que as mesas do restaurante têm grelhadores incorporados e onde puderam grelhar o próprio bife. A ilha felizmente não foi afetada pelo epicentro do Malakas, pelo que no final tiveram muita sorte, não tendo havido grandes danos a registar.

 

bife.jpg

 

Conselho para os Mochileiros por esse mundo fora: tenham atenção e tentem evitar os períodos em que os furacões são mais frequentes, pois, podem originar situações muito perigosas!

Pág. 2/2